60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Questão levantada pela Prof. Janete (Psicologia em Comunicação):
"O caráter universalizante dos direitos do homem (...) não é da ordem do saber teórico, mas do operatório ou prático: eles são invocados para agir, desde o princípio, em qualquer
situação dada". François JULIEN, filósofo e sociólogo.
Neste ano, em que são comemorados os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, novas perspectivas e concepções incorporam-se à agenda pública brasileira. Uma das novas perspectivas em foco é a visão mais integrada dos direitos econômicos, sociais, civis, políticos e,
mais recentemente, ambientais, ou seja, trata-se da integralidade ou indivisibilidade dos direitos humanos. Dentre as novas concepções de direitos, destacam-se na mídia:
  • a habitação como moradia digna e não apenas como necessidade de abrigo e proteção;
  • a segurança como bem-estar e não apenas como necessidade de vigilância e punição; 
  • o trabalho como ação para a vida e não apenas como necessidade de emprego e renda. 
Tendo em vista o exposto acima, selecione uma das concepções destacadas e esclareça por que ela representa um avanço para o exercício pleno da cidadania, na perspectiva da integralidade dos direitos humanos influenciados pela mídia. Como a mídia vem tratando esses valores e se realmente é a realidade. Seu texto deve ter entre 10 e 15 linhas.

A Declaração dos Direitos Humanos é muito linda, no papel, no entanto sua aplicação prática fica a desejar. Aliás, no Brasil, seríamos mais felizes se fossemos personagens de gibi, porque no papel aqui tudo é lindo. Leis são aplicadas a aqueles que por sua vez já perderam seus direitos, ou seja, é o pobre o desempregado, o pai que vê o filho passando fome, esses sabem o que da lei funciona, esses em sua maioria prejudicam individualmente outras pessoas, agora aqueles que talvez se acham superiores ou merecedores de mais privilégios e em sua maioria têm mesmo esses privilégios, como auxílio gabinete, auxílio moradia, auxílio alimentação e por fim o maior desrespeito a dita cidadania, a IMUNIDADE PARLAMENTAR, esses prejudicam coletivamente a sociedade. Já quanto às concepções de direitos, diante do que foi dito acima onde fica a SEGURANÇA COMO BEM-ESTAR E NÃO APENAS COMO NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA E PUNIÇÃO, quando vivemos em uma sociedade onde a segurança mesmo quando vigiada ou aplicada punições ela é falha, segurança como bem-estar seria a tranqüilidade em saber que o filho está na escola, vai voltar para casa seguro e que chegando em casa terá uma refeição digna. Como bem diz o professor Lucio Castelo Branco e o RAS MC Léo Carlos (clique aqui), vivemos como fantoches de classes dominantes e somos forçados a acreditar em discursos cosméticos afim apenas de coibir protestos e lutas populares que não acontecerão porque o brasileiro é um povo prostrado, condicionado, que no máximo protesta pela internet. Para mim a mídia não influencia de forma a ajudar o exercício da cidadania, é dominada e/ou faz parte da classe dominante. Vejamos a questão das empresas que participam de ações sociais e tudo mais, em sua grande maioria têm apenas o intuito de criar uma imagem de empresa cidadã além é claro de uma boa dedução no IR. É claro que existem alguns programas até cobram os políticos, porém sem efeito algum perante a população, no máximo quem assiste acha engraçado ver aquele deputado, senador ou qualquer outro marginal engravatado em situação que até então deveria ser constrangedora, mas que no final não de mais uma pergunta sem resposta ou no máximo um “eu não sabia”.

Flávio Batista Tristão

1 comentários:

  • Claudiane

    É precária e muito vergonhosa a situaçõ como muitos seres humanos vivem, vivem em locais tão desumanos que mais parecem bichos brutos. Existem muitas leis belíssimas porem apenas em papel, espero que a " ABITAÇÃO COMO MORADIA DIGNA E NÃO APENAS COMO NECESSIDADAE DE ABRIGO E PROTEÇÃO", saia do papel e entre em em prática.

    Claudiane Viana Furtado
    18 anos
    Grajaú- MA

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